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Empresário defende maior interligação entre o Estado as universidades e as empresas em Cabo Verde


Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) – O empresário português com negócios em Cabo Verde, Adérito Duarte defendeu hoje, em Cidade Velha, uma maior interligação entre o Estado, as universidades e as empresas como forma de potenciar o desenvolvimento da economia e conhecimento no arquipélago cabo-verdiano.
Adérito Duarte que foi convidado do MpD para apresentar o tema “Economia do Conhecimento na perspectiva da parceria entre o Estado, as empresas e as universidades”, na conferência “Compromissos com Santiago Sul: Ganhar os desafios da próxima década”, disse que por vezes Cabo Verde falha na formação porque não há essa interligação entre essas entidades.
O empresário sublinhou que Cabo Verde, enquanto país que tem no seu capital humano a sua grande força, tem que apostar no conhecimento para poder gerar riqueza e garantir a sua sustentabilidade.
“O Estado, as empresas e as universidades são os actores principais na economia do conhecimento em Cabo Verde e têm que criar uma política de médio longo prazo para que se crie uma formação baseada no capital humano, no conhecimento que venha valorizar, dar criatividade às empresas para poderem inovar, gerar valor e com isso criar um país mais próspero e mais competitivo no mercado internacional”, sugeriu.
“O que tem acontecido é cada um deles faz um esforço enorme, mas depois na prática não se vê resultados. Olhemos para o nosso tecido empresarial…grandes empresas com dificuldades, as pequenas a morrer e em termos de competitividade internacional praticamente zero”, disse.
E como medidas para melhorar a situação propôs que em primeiro lugar a realização de um estudo ao mercado de trabalho para ver quais as verdadeiras necessidades das empresas e de seguida criar incentivos de apoio à renovação da imagem das empresas, método de controlo de gestão, subsídios para aquisição das TIC e formar recursos humanos nas áreas das ciências e do TIC.
Às universidades sugeriu a atribuição de incentivos para investigação e desenvolvimento e parceiras com as empresas.
“Eu tenho três empresas em Cabo Verde e nunca fui contactado para ver se precisamos de engenheiros em determinadas áreas e tenho uma grande dificuldade em recrutar as pessoas mais capazes porque as universidades não tem contactos dos alunos não há uma lista disponível e portanto é tudo muito difícil, e é necessário fazer qualquer coisa para melhorar e aproveitar essas energias”, indicou.
A conferência “Compromissos com Santiago Sul: Ganhar os desafios da próxima da década”, encerra o ciclo de conferências iniciado em Janeiro e que abrangeu todas as regiões politicas com o objectivo é recolher subsídios para a elaboração da plataforma eleitoral para as legislativas do próximo ano, e a constituição do plano de governação.
Para além do tema “Economia do conhecimento na perspectiva da parceria entre Estado Empresas e Universidades” foram apresentados “Santiago Sul como destino turístico”, e As infraestruturas prioritárias para década”, sob a responsabilidade de José Manuel Carvalho e Victor Coutinho, respectivamente.

MJB/FP

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